EDITORIAL

PALAVRA FIANDEIRA é um espaço essencialmente democrático, de liberdade de expressão, onde transitam diversas linguagens e diversos olhares, múltiplos olhares, um plural de opiniões e de dizeres. Aqui a palavra é um pássaro sem fronteiras. Aqui busca-se a difusão da poesia, da literatura e da arte, e a exposição do pensamento contemporâneo em suas diversas manifestações.
Embora obviamente não concorde necessariamente com todas as opiniões emitidas em suas edições, PALAVRA FIANDEIRA afirma-se como um espaço na blogosfera onde a palavra é privilegiada.
Mostrando postagens com marcador REGINA SORMANI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador REGINA SORMANI. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de fevereiro de 2013

PALAVRA FIANDEIRA — 101




PALAVRA FIANDEIRA

REVISTA LITERÁRIA VIRTUAL

Publicação digital de Literatura e Artes

EDIÇÃO  101

ANO 4 —Nº101 —02 FEVEREIRO 2013
EDIÇÕES AOS SÁBADOS

REGINA SORMANI



1—Quem é Regina Sormani?

Como já disse anteriormente, sou uma pessoa que não desiste nunca. É verdade e quero acrescentar que, além disso, aprecio as coisas simples, tais como a vida no campo. Adoro cuidar do meu jardim, minha horta e pomar. E, estando ao lado da minha família, isso me deixa ainda muito mais feliz.
Regina Sormani com amigos.

2—Quais as lembranças que guarda de seu tempo de coordenadora da AEILIJ?, e diga, simplificadamente, o que é a AEILIJ.

Uma boa lembrança é a da conquista de um espaço para os associados dentro do Estande das Entidades Apoiadoras, a convite da CBL, durante a Bienal do Livro de 2010 em SP. Foi muito prazeroso ver escritores e ilustradores de Sampa e das demais regionais, ali reunidos, mostrando seu trabalho, autografando, recebendo os leitores.  AEILIJ é a associação de escritores e de ilustradores de literatura infantil e juvenil já com 13 anos e da qual sou associada.
Com o escritor e amigo Edson Gabriel

3—Uma das realizações da sua gestão foram as homenagens na Assembleia Legislativa. Tatiana Belinky, Nelly Novaes Coelho são alguns dos contemplados nesses eventos. Diga o que significou esse projeto para você e como surgiu a ideia.

A ideia inicial veio do escritor Edson Gabriel. Ele trabalha na Assembleia Legislativa de São Paulo com o deputado Giannazi que, por sua vez, gentilmente, nos ofereceu sua ajuda. Dessa forma, formamos uma bela parceria e, durante quatro anos desenvolvemos um projeto de homenagens à personalidades ligadas à literatura. Essa foi uma importante iniciativa da regional paulista da AEILIJ.
Tatiana Belinky ©

4—Antes de se tornar autônoma, PALAVRA FIANDEIRA surgiu inserida no blog que você tão bem administrou. Como sempre foi uma leitora da revista, poderia dizer quais as entrevistas que lhe foram de alguma forma marcantes, tirando a sua, naturalmente?

Sou fã da PALAVRA FIANDEIRA, você sabe. As primeiras entrevistas, com a Tatiana Belinky e o Bartolomeu Campos Queirós me cativaram pela sua espontaneidade e simpatia.
capa de PALAVRA FIANDEIRA
5—Sempre reparei um carinho todo especial de sua parte para a página CANTO&ENCANTO DA POESIA, o que traduziu uma queda sua pela poesia infantil, isso confere?

Sim, o Canto&Encanto é a minha página, porque eu realmente gosto de me comunicar pela poesia. Entretanto, preferi abrir a página a todos os associados que queiram enviar seus poemas. Você já esteve por lá, lembra?


6—Seu VICE&VERSA reuniu autores, ilustradores, editores, e, isso que foi a novidade, um entrevistando o outro. Fale-nos, por gentileza, um pouquinho dessa sua criação.
O Vice-Versa sempre recebeu muitos elogios. É mesmo uma novidade, com os dois participantes entrevistando um ao outro. Em 2011, o Vice completou três anos, sem falhar uma vez sequer. Se eu tiver alguma novidade a respeito, com certeza divulgarei.

7—Sua ideia do conto coletivo, o “Primavera em Sampa”, acabou resultando num “Almanaque”. Poderia, por favor, nos contar essa trajetória, desde a ideia inicial.

Convidei os associados de Sampa para criar contos coletivos em 2009 e 2010. Em homenagem a eles e à cidade que acolhe a todos, o projeto foi denominado Contos Coletivos Primavera em Sampa. Para abrigar os textos, montei uma revista virtual que batizei de Almanaque Primavera em Sampa que continua no ar.

8— Quais foram as grandes alegrias durante a sua coordenação da Regional? Você se sentiu plenamente realizada? Tem algo que gostaria de ter feito e não conseguiu?

Olha, tenho certeza absoluta de ter tentado fazer sempre o melhor para associação e associados. Gostaria, sim de ter realizado mais eventos, feiras, exposições. Utilizei a lista regional e o blog como instrumentos para aproximar escritores e ilustradores que até pouco tempo mal se conheciam. Mas, na realidade, nunca foi fácil. São Paulo, com quase oitenta associados ainda não tem autonomia financeira e esse fator pesa muito, na hora de agilizar um projeto, realizar uma viagem ou evento importante.


9.Pessoas novas surgiram, bons amigos, gente que se revelou, como Simone Pederson. Eis uma das conquistas do blog e da sua atuação. Aproximar pessoas, enlaçar autores com o laço da amizade. Esse foi de fato também um de seus objetivos?
Sem dúvida. Eu me empenhei muito para fazer com que os escritores e ilustradores do interior do estado e litoral participassem das reuniões, dos eventos e do blog. Temos profissionais excelentes e participativos. Deixo um beijo pra todos.
Simone, amiga da escritora

10. Estivemos juntos nas páginas de POESIAS A GRANEL. O que representa para você esse livro?



O livro de poesias para colorir Poesias a Granel que produzimos juntos, com ilustrações do Marchi, desde que foi lançado na Bienal do livro de SP,  tem me proporcionado muitas alegrias. Estive, recentemente, na Feira Literária de Agudos, minha terra, no interior do estado, e, conversando com os pequenos leitores, pude constatar que esse livro é um sucesso, de vendas e de público. Um retorno maravilhoso.
Em Agudos, com o livro POESIAS A GRANEL
Em Jaú, na bela livraria Espaço União, a TV local cobriu o evento e as imagens do nosso livro entraram nos lares jauenses. Eu soube também que Poesias a Granel está sendo recomendado para leitores da terceira idade, pois, sendo um livro para colorir, proporciona, além do lazer, a possibilidade do exercício manual, 
Estou muito feliz com esses resultados.
Regina no Pré-lançamento do livro POESIAS A GRANEL

11.Tem algum projeto que possa já divulgar aqui na FIANDEIRA?
Para 2013, pretendo lançar dois livros juvenis, ainda sem data acertada. Um deles, de ficção científica, contando as aventuras de três colegas que percorrem a cidade (fictícia) em busca de um amigo desaparecido. Será um edição do autor e as ilustrações serão do Marchi.
O outro, uma história muito divertida, em forma de poesia, será publicado por uma editora da capital. Para este livro, a editora vai escolher o  artista que fara as ilustrações, É uma boa solução para não sobrecarregar o  ilustrador da casa rsrs. Assim que tudo estiver pronto, divulgarei com mais detalhes.

12.Deixe aqui a sua mensagem final. Qual é a sua PALAVRA FIANDEIRA?

Queridos leitores da PALAVRA FIANDEIRA.! Parabéns pelo bom gosto! PALAVRA está cada vez melhor. Quero convidá-los para conhecer minha revista virtual. Acessem:
http://almanaqueprimaveraemsampa.blogspot.com.br/


Na Bienal do Livro de 2013, autografando POESIAS A GRANEL

No Pré-lançamento do livro POESIAS A GRANEL

No interior de São Paulo, divulgando a obra POESIAS A GRANEL, em oficina poética

PALAVRA FIANDEIRA
Publicação digital de artes e literatura
Edições aos sábados
Edição 101 — REGINA SORMANI
PALAVRA FIANDEIRA
Fundada pelo escritor Marciano Vasques


quarta-feira, 13 de julho de 2011

PALAVRA FIANDEIRA — 62



PALAVRA FIANDEIRA
REVISTA DE LITERATURA
REVISTA DIGITAL LITERÁRIA
13/JULHO/2011
Ano 2 — Nº62

NESTA EDIÇÃO:
REGINA SORMANI 

____________________________________________



1—Quem é Regina Sormani?

Lembro-me que vc já fez essa pergunta certa vez. Eu respondi que sou uma pessoa que não desiste nunca. É verdade e quero acrescentar que, além disso, aprecio as coisas simples, tais como a vida no campo. Adoro cuidar do meu jardim, minha horta e pomar. E, estando ao lado da minha família, isso me deixa ainda muito mais feliz.

Escritora Regina com o filho artista


2—Você completa o seu mandato de coordenadora da Regional da AEILIJ de São Paulo. Diga primeiro aos leitores, por favor, o que é a AEILIJ:

    A AEILIJ é a associação de escritores e de ilustradores de literatura infantil e juvenil que está completando 12 anos e da qual eu e você somos associados.



3—Ao sair da coordenação, qual a lembrança mais feliz que levará com você?

    Uma boa lembrança é a da conquista de um espaço para os associados dentro do Estande das Entidades Apoiadoras, a convite da CBL, durante a Bienal do Livro de 2010 em SP. Foi muito prazeroso ver escritores e ilustradores de Sampa e das demais regionais, ali reunidos, mostrando seu trabalho, autografando, recebendo os leitores.



4—Uma das realizações da sua gestão foram as homenagens na Assembleia Legislativa. Tatiana Belinky, Nelly Novaes Coelho são alguns dos contemplados nesses eventos. Diga o que significou esse projeto para você e como surgiu a ideia.

    A idéia inicial veio do escritor Edson Gabriel. Ele trabalha na Assembleia Legislativa de São Paulo com o deputado Giannazi que, por sua vez, gentilmente, nos ofereceu sua ajuda. Dessa forma, formamos uma bela parceria e, durante quatro anos desenvolvemos um projeto de homenagens à personalidades ligadas à literatura. Essa foi uma importante iniciativa da regional paulista da AEILIJ.
     Regina com o escritor e colaborador Edson Gabriel
    5—Você teve várias iniciativas, e fez brotar páginas importantes no blog, algumas criadas pelos próprios participantes, e aglutinou em torno delas alguns bons colaboradores. Poderia falar um pouco sobre uma delas, o Pé de Meia Literário, que foi mantido por Edson Gabriel, através de crônicas. Essa página, o que ela representou para você?
    Convidei o Edson para ser colaborador do blog paulista e ele aceitou, criando a página Pé de Meia Literário. Ele é um excelente escritor, viaja bastante, faz palestras, está sempre trazendo matérias oportunas e interessantes para o blog.





6—Antes de se tornar autônoma, PALAVRA FIANDEIRA surgiu amparada no blog que você tão bem administrou. Como foi uma leitora da revista, poderia dizer quais as entrevistas que lhe foram de alguma forma marcantes, tirando a sua, naturalmente?



Sou fã da PALAVRA FIANDEIRA, você sabe. As primeiras entrevistas, com a Tatiana Belinky e o Bartolomeu Campos Queirós me cativaram pela sua espontaneidade e simpatia.



7—Pude notar um carinho todo especial de sua parte para a página CANTO&ENCANTO DA POESIA, o que traduziu uma queda sua pela poesia infantil, isso confere?



    Sim, o Canto&Encanto é a minha página, porque eu realmente gosto de me comunicar pela poesia. Entretanto, preferi abrir a página a todos os associados que queiram enviar seus poemas. Você já esteve por lá, lembra?





8—Seu VICE&VERSA reuniu autores, ilustradores, editores, e, isso que foi a novidade, um entrevistando o outro. Agora que está deixando a coordenação da regional, que destino pretende dar para o VICE&VERSA? Pode revelar algo nesse sentido?

    O Vice-Versa tem recebido muitos elogios. É mesmo uma novidade, com os dois participantes entrevistando um ao outro. Em agosto, o Vice completará três anos, sem falhar uma vez sequer. Se eu tiver alguma novidade a respeito, com certeza divulgarei.



9—Sem dúvida, além do seu envolvimento com questões importantes para os escritores e os ilustradores, sua participação em encontros na CBL e outros, o blog foi alvo de muita atenção, muito esmero, zelo e carinho. Tem algumas novidades para ele, agora que não mais atuará como coordenadora?

    Como todos sabem, convidei novas colaboradoras para o blog paulista. Espero por novas páginas, matérias interessantes, muito movimento mesmo. Minha espectativa é que surjam mais e mais seguidores, e que as visualizações, superem em breve a casa das 20.000. Já atingimos mais de 19.000. O blog paulista recebeu pelo terceiro ano consecutivo o selo Top Blog, ou seja a terceira indicação para o prêmio.

10—Sua ideia do conto coletivo, o “Primavera em Sampa”, acabou resultando num “Almanaque”. Poderia, por favor, nos contar essa trajetória, desde a ideia inicial.



Convidei os associados de Sampa para criar contos coletivos em 2009 e 2010. Em homenagem a eles e à cidade que acolhe a todos, o projeto foi denominado Contos Coletivos Primavera em Sampa. Para abrigar os textos, montei uma revista virtual que batizei de Almanaque Primavera em Sampa cujo terceiro número já está saindo.



11— Quais foram as grandes alegrias durante a sua coordenação da Regional? Você se sentiu plenamente realizada? Tem algo que gostaria de ter feito e não conseguiu?



    Olha, tenho certeza absoluta de ter tentado fazer sempre o melhor para associação e associados. Gostaria, sim de ter realizado mais eventos, feiras, exposições. Utilizei a lista regional e o blog como instrumentos para aproximar escritores e ilustradores que até pouco tempo mal se conheciam. Mas, na realidade, nunca foi fácil. São Paulo, com quase oitenta associados ainda não tem autonomia financeira e esse fator pesa muito, na hora de agilizar um projeto, realizar uma viagem ou evento importante.



12—O blog é acompanhado por muitos seguidores e se tornou um centro irradiador da presença dos autores em São Paulo. Isso certamente a transborda de orgulho. Pode nos falar sobre essa sensação?



É verdade que o blog paulista é um sucesso. Aos que iniciam agora a montagem e desenvolvimento de um blog, quero dar uma dica: O blog do EU SOZINHO, não vai emplacar. Façam parcerias, abram páginas e o coração, convidem colaboradores, compartilhem.



13— Um dos lances mais procurados no blog é o MURAL,conduzido pelo Danilo Marques, que traçou sempre um painel do que acontece no mundo literário e cultural de Sampa. Você também esperava pelas notícias do MURAL?



    Quando comecei a montar o blog paulista chamei o ilustrador Danilo Marques e sugeri um mural para noticiar lançamentos, palestras e todo o tipo de eventos que fazem parte da vida do autor( escritor e ilustrador) Entendi que era uma página muito importante e pedi ao Marchi pra criar um logo que lá está até hoje. Outra página que caiu no gosto do leitor foi a Página do Ilustrador, da qual me orgulho bastante. Conforme você tem conhecimento, tenho dois ilustradores em casa: o Marchi e a Raquel, minha filha que desenha moda.



14—Pessoas novas surgiram, bons amigos, gente que se revelou, como Simone Pederson. Eis uma das conquistas do blog e da sua atuação. Aproximar pessoas, enlaçar autores com o laço da amizade. Esse foi de fato também um de seus objetivos?

    Sem dúvida. Eu me empenhei muito para fazer com que os escritores e ilustradores do interior do estado e litoral participassem das reuniões, dos eventos e do blog. Temos profissionais excelentes e participativos. Deixo um beijo pra todos.



15—Para fechar nossa entrevista, poderia nos deixar aqui um balanço geral de sua atuação e também os seus agradecimentos aos colaboradores, e tudo o mais que considerar importante dizer?

    Veja, já fiz minha despedida da coordenação regional na nossa lista e o pessoal me respondeu, em peso, com muito carinho. Pra mim, essa manifestação foi o suficiente para acreditar que meu trabalho foi reconhecido.

Regina entre amigos, escritores e ilustradores, em evento na livraria CORTEZ



16— PALAVRA FIANDEIRA inaugura uma nova fase, com entrevistas mais curtas. Em vez de 26 perguntas, que era a média norteadora da publicação, agora teremos menos perguntas. E você é a primeira entrevistada nessa nova fase. Falando nisso, o que achou da PALAVRA FIANDEIRA em seu novo formato, o formato revista, que continuará simultaneamente com o formato blog?



    Muito linda a PALAVRA em seu novo formato, com a qualidade de sempre, claro.

Capa da primeira edição de PALAVRA FIANDEIRA em seu novo formato



17—Que palavras deixará aos novos coordenadores da Regional de Sampa?



Houve mudanças em algumas coordenações regionais e agora, Sampa tem duas

coordenadoras. Acredito que, em dupla, haverá uma maior oportunidade para realizar bons trabalhos, dar uma atenção especial aos associados. Espero, com sinceridade que superem minha gestão em qualidade, generosidade e doação







18— E que mensagem deixa aos leitores de PALAVRA FANDEIRA?



    Queridos leitores da PALAVRA FIANDEIRA! Parabéns pelo bom gosto! PALAVRA está cada vez melhor.Quero convidá-los para conhecer minha nova revista virtual. Acessem: HTTP://almanaqueprimaveraemsampa.blogspot.com



__________________________________________________

PALAVRA FIANDEIRA
Fundada pelo escritor Marciano Vasques

__________________________________________________________

domingo, 14 de março de 2010

PALAVRA FIANDEIRA 21





PALAVRA FIANDEIRA
 REVISTA DE LITERATURA
ANO 1 - Nº 21 - 14 MARÇO 2010
NESTA EDIÇÃO:
REGINA SORMANI

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

******************************** 
1. Quem é Regina Sormani?
 
A autora autografando 
- Alguém que não desiste nunca

2. Conte-nos, por gentileza, sobre o seu projeto "Viva o Livro Infantil".   

- É um projeto que realizo em conjunto com meu Teatro de Bonecos, quando visito escolas e BIJS aqui na capital, ou quando vou ao interior para  participar de encontros, feiras de livros, tarde de autógrafos, etc. Esse projeto visa estimular a leitura, colocando os leitores em contato com personagens do livro.

3. Como deve ser um(a) contador(a) de Histórias? Ele ou ela deve ou precisa sempre utilizar recursos, adereços?
- Gosto muito de trabalhar com os contadores de história. Em primeiro lugar, o contador precisa amar o que faz. Cada qual tem seu estilo. Usar adereços, ou não, é uma escolha  pessoal. Trabalho sempre com bonecos, fantoches, marionetes e acho  sensacional. 

4. Você  foi eleita para coordenar a AEILIJ  de São Paulo. Explique aos leitores o que é a AEILIJ. 

- A AEILIJ  é a Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, e fez 10 anos em 2009. Ela congrega profissionais de todo o Brasil e se divide em várias regionais, sendo a nossa, de São Paulo, aquela que tem o maior número de associados. A AEILIJ foi criada para fortalecer a classe e está crescendo, conquistando novas adesões e parcerias.  

5. É plenamente feliz no exercício dessa coordenação?  Encontra o respaldo, ou seja, conta com a participação e o envolvimento de todos os membros da sua Regional? 

- Acho que ninguém consegue ser totalmente feliz....prefiro dizer que caminhei bastante, desde que aceitei o cargo. Conquistei algumas medalhas virtuais, rsrsrs... Ainda não estou satisfeita, tenho muito chão pela frente.  Conto com a participação de vários membros da regional, você, inclusive, que é um  amigo precioso. Tenho tentado “recrutar” o pessoal, utilizando o blog, a lista regional, as feiras de livros, as homenagens.  Aos poucos, os associados estão se aproximando, aderindo às atividades. 

5. Você  realiza matérias para a TV PAULINAS. Como é esse trabalho? Fale-nos sobre ele.
 
Presépio construído para programa da TV PAULINAS 

- Tenho vários livros publicados pelas Paulinas. Fui convidada para falar a respeito da AEILIJ SP. Gostaram bastante e me pediram que fizesse algumas entrevistas com:  ilustradores, crianças nas livrarias e com o Papão que é um boneco que os pequeninos adoram. Os resultados foram positivos  e nos próximos meses mais coisas deverão acontecer. 

6. Sua família está  repleta de artistas, não é? Diga um pouco sobre o trabalho de seu marido, e também de seu filho.

- O Marchi é um ilustrador bastante conhecido, e tem dado muita força à AEILIJ SP, apesar de não ser um associado.
Ele faz parte da SIB, que é a Sociedade dos Ilustradores do Brasil. Meu filho, Daniel, é barítono, cantor lírico, Vem participando de várias montagens operísticas, 
Com o filho ator
e a Raquel, minha filha mais nova, é estilista, trabalha no ramo da moda feminina.

7. Demonstra valorizar o envolvimento social com os amigos, gosta de promover jantares, cafés matinais, almoços..., fale sobre  o prazer que isso lhe proporciona.

Com amigas escritoras e ilustradoras 

- Na verdade, tenho feito menos encontros sociais do que considero necessário. É difícil mobilizar os associados numa cidade como São Paulo . As pessoas, de maneira geral, priorizam seus compromissos particulares... Aqui, tudo é longe, o trânsito é caótico. É uma verdadeira maratona organizar  e promover almoços, jantares, cafés, etc....Por outro lado: estar junto, conversar, falar sobre projetos, é realmente muito bom. 

8. Um de seus livros, BICHINHOS DO ZOOLÓGICO, está na 10ª  Edição. Qual a abordagem desse livro e para qual público etário é direcionado?   

- Durante as várias visitas que fiz ao Zoo de São Paulo, os tratadores de animais me relataram problemas com animais que comeram saquinhos de plástico jogados pelos freqüentadores. Muitas vezes, a falta de informação leva a comportamentos inadequados, então, pensei em escrever um livro com versos e brincadeiras para ensinar crianças e adultos a não jogar comida aos animais. O livro é muito procurado pelas escolas, pois as crianças, ainda muito pequenas ( 3 ou 4 anos) são levadas anualmente  para visitar o  zoológico.

9. Como vê  a importância da Poesia no processo educacional de uma criança? Crê  que há um investimento satisfatório nessa área na educação? 

- Sempre considerei a poesia meu instrumento de trabalho mais eficaz e prazeroso. Tudo fica melhor, mais efetivo quando é dito em versos. Infelizmente, não sei por qual motivo é tão complicado editar livros de poesia  aqui na nossa terra, que é  tão rica em poetas e compositores.

10. Certamente visita escolas. Qual a sua experiência, e a receptividade do público infantil? 

- Sim, tenho visitado muitas escolas. Certa vez, uma diretora me chamou e disse: -“ Toda vez que você vem com o teatro, parece que as crianças vão receber o Papai Noel!”  Nunca mais me esqueci daquelas palavras.

11. Além de escrever, exerce criatividades manuais. De onde e de quando veio esse gosto pela arte com as mãos?

- Olhe, até que faço “pouca arte”! Fiz um curso de desenho e pintura há alguns anos atrás, mas, não tenho lá grande talento, não. Gosto de arte em geral e tento me manter informada sobre as várias tendências. Admiro muito o trabalho dos Ilustradores e pintores do nosso tempo.  

12. Também se destaca por participar de homenagens, tal como ocorreu com Tatiana Belinky. Acredita que essas homenagens contribuam para a memória e a valorização dos talentos de nosso país? Há algum próximo homenageado em vista? 

Na Assembleia Legislativa de São Paulo, 
em ato de homenagem à escritora Tatiana Belinky 
- Conforme você citou, as homenagens contribuem para fixar a memória dos talentos do nosso país. Em breve, convocarei uma reunião com os associados de Sampa para recolher sugestões a respeito do homenageado de 2010. Sugestões recolhidas, esses nomes serão votados e aquele que tiver o maior número de votos será indicado para ser homenageado.

13. De que modo a mídia e a sua programação (músicas, etc) influenciam no comportamento e no afastamento da criança da leitura? Acredita que a mídia possa influenciar de forma oposta, ou seja, levando os pequenos ao apego do livro?

- Sim, a mídia é importante  e isso pode se converter em influência positiva ou negativa, dependendo da maneira como for utilizada. Ocorre que : quase não existe programação de boa qualidade voltada ao público infantil. Então, as crianças passam  horas sentadas, assistindo desenhos importados, muitas vezes violentos  ou sem conteúdo.

14. Fale de suas criações no Teatro Infantil, área em que também atua.

- Escrevi peças infantis adaptadas dos meus livros. Personagens que fazem sucesso entre a garotada: a boneca Letícia e o monstro Bocalhão, do livro: Bye, Bye, Amigo Monstro ( Paulus).Outra personagem que é odiada, mas, levanta o público é a Poluição, que foi construída com sucata, tampinhas de garrafa e tiras de plástico ( Paulinas) Tenho carinho por todas as personagens que criei para o teatro.  

15. Quem não tem cão usa a imaginação?
- Essa história surgiu numa época em que morei num condomínio no qual o síndico proibia animais. Rodrigo, o menino da história, queria ter um cachorro e como não podia, inventou um cão imaginário. Usou a imaginação!  

16. Um de seus livros, "Quem Tem Medo do Porão?", é  uma obra interativa. É um livro sobre o medo na infância? 
Livro de Regina Sormani 
- Pode ser visto dessa forma, mas, trata-se da minha história, minhas aventuras, com  coleguinhas, no porão da casa da família.
Aquelas crianças existiam de fato. Hoje, são adultos e consegui reunir a maioria em 2007, num lançamento que fiz na escola onde estudei, em Agudos, interior do estado. Lá, recebi muitas homenagens e me emocionei muito.
Homenageada em Agudos 
17. Tem algum projeto em qualquer área que já possa revelar?

- Pretendo terminar de escrever outro livro de poesia infantil e correr atrás de um patrocínio para realizar oficinas de poesia nas escolas, centros culturais, BIJS, o que pintar......  

18. Qual a sua maior fonte de leitura preferida? Poesia? Poesia Infantil? Contos? Romances? Biografias? Poderia citar um ou uns livros que foi / foram importantes em sua vida?  

- Para relaxar, gosto de histórias detetivescas, onde a gente põe a imaginação para trabalhar. Para meditar, tenho um belo livro de cabeceira: Memórias, Sonhos e Reflexões, de Jung.  Poesia? Sim, poesia eu sempre leio muito e adoro escrever.

19. Professor, bem sabemos, na atualidade, em nossa terra, não é bem valorizado, aliás, podemos afirmar que é desvalorizado, a começar pelas autoridades com poderes. Sendo que a Educação e a Literatura de certa forma são irmãs, como vê a valorização do Escritor hoje por aqui? Tem alguma sugestão de como ele poderia ser mais valorizado?  

- Como você deve saber, sou pedagoga, já batalhei muito, dei aulas em condições inimagináveis e não me recordo de dias melhores. Sempre foi difícil. A valorização do escritor tem que começar, aliás, já começou, dentro do nosso próprio meio, com mobilizações, assim como faz a AEILIJ, assim como cada regional  deve tentar  fazer, Temos que ser vistos e ouvidos. Quanto tempo vai demorar para que as coisas melhorem, não sei. Sei que o pior é a estagnação.
Vamos trabalhar minha gente! Juntos e participativos seremos mais fortes.

20. Deixe a sua mensagem para os leitores de PALAVRA FIANDEIRA.  

- Agradeço a oportunidade de deixar aqui meus depoimentos e quero terminar esta entrevista parabenizando o escritor Marciano Vasques que tem se empenhado em fazer da PALAVRA FIANDEIRA um veículo de informação cultural da melhor qualidade. Quem quiser conhecer mais sobre meu trabalho pode acessar:
Um grande abraço aos leitores de PALAVRA FIANDEIRA.

@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
ENTREVISTA REALIZADA POR MARCIANO VASQUES
Marciano Vasques é o fundador de PALAVRA FIANDEIRA