EDITORIAL

PALAVRA FIANDEIRA é um espaço essencialmente democrático, de liberdade de expressão, onde transitam diversas linguagens e diversos olhares, múltiplos olhares, um plural de opiniões e de dizeres. Aqui a palavra é um pássaro sem fronteiras. Aqui busca-se a difusão da poesia, da literatura e da arte, e a exposição do pensamento contemporâneo em suas diversas manifestações.
Embora obviamente não concorde necessariamente com todas as opiniões emitidas em suas edições, PALAVRA FIANDEIRA afirma-se como um espaço na blogosfera onde a palavra é privilegiada.

sábado, 5 de outubro de 2013

PALAVRA FIANDEIRA 136



o nosso brilho depende do nosso sol interior.

Não há tecnologia no mundo que possa substituir o homem em essência.


PALAVRA FIANDEIRA
ARTES, EDUCAÇÃO E LITERATURA

Publicação digital semanal
Divulgação cultural
ANO 4 —Edição 136
05 OUTUBRO 2013

NANÁ MARTINS


1.Quem é Naná Martins?
Essa pergunta não é muito fácil de responder... mas, vamos lá. A Naná é danada de agitada. Saltitante, sorridente, cabeça no mundo da lua, gosta de bicho, planta e gente. Rabisca e risca. Risca e rabisca até escrevinhar palavras que possam encantar desde agora e sempre. É escritora, pedagoga, contadora de histórias, mãe, esposa, poetisa, servidora pública federal, conselheira da Federação Indígena Brasileira, membro da AEILIJ, tudo isso e mais, não necessariamente nessa ordem.



2.Lançou recentemente um livro com citações indígenas. Fale, por favor, dessa obra. A que se refere? Como surgiu a ideia?
Pedzeré, linhas e cores foi editado pela Ed. FTD. e ganhou belíssimas ilustrações de Maurício Negro que usou e abusou de técnicas de ilustração como a monotipia que é um tipo de pintura por impressão. O conto trata do mito da pintura corporal indígena em essência. Fala de aventura, de descobertas e do amor entre uma serpente, a Jibóia Arco-Iris e uma indígena, a Pedzeré.
As citações em indígena estão em língua Xavante. E tudo começou quando conheci o indígena xavante, Saturnino Wapotowe, hoje um grande amigo, em uma das atividades que desenvolvia no Rio de Janeiro. Tive a grata oportunidade de apoiar a aldeia de Saturnino e passado certo tempo, recebi a belíssima notícia de que a anciã deles havia sonhado comigo. O sonho mostrou uma pedzeré, que na língua xavante quer dizer mulher de cabelos longos meio gente, meio peixe. E a anciã mandou dizer: “Diga à Naná o seu nome Xavante”. Ganhei um nome, uma identidade indígena: Pedzeré. O sonho da anciã veio acompanhado de outro. Uma bela noite fui dormir. Ainda era Naná. Olhei pela janela do quarto e vi um lindo sanhaço de coqueiro… e adormeci. No dia seguinte, ouvindo os pássaros e sentindo a brisa suave da manhã, observei uma bela indígena de cabelos longos que cantarolava uma canção celebrando a força do sol, da terra e da água. E assim nasceu um conto, com carinho, como um presente cheio de amor e história, que representa a delicadeza dos nossos povos indígenas.

Reprodução de convite de lançamento

2.Como foi a sua participação no 15º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens ?
Foi uma grata oportunidade conversar com os leitores e perceber o quanto temos para dividir. O retorno das crianças e adultos presentes foi maravilhoso. Uma realização como escritora. Falar de sua própria obra, contar momentos de criação até a sua finalização, contar histórias, ser aceita e querida pelo publico foi sensacional.



3.Participa de uma Associação de Escritores e Ilustradores. Como é participar de uma entidade que defende os interesses dos autores?
É uma responsabilidade muito grande e desafiadora. Afinal, a AEILIJ iniciou suas atividades em 1998 e tem como propósito representar escritores e ilustradores com a finalidade de estimular esses profissionais, e seguir em defesa dos interesses e direitos de ambos. Hoje a AEILIJ conta com mais de 400 associados e sua diretoria trabalha voluntariamente em prol da categoria e da Literatura Infanto Juvenil. Desde sua criação foram estabelecidas diversas parcerias importantes com diversos órgãos públicos, instituições, feiras de livros, fundações e empresas que se dedicam ao incentivo da leitura. E é com esse espírito que tenho a satisfação de participar dessa associação.



4.Como você se interessou pela Literatura Infantil? A partir de qual momento e por quais circunstâncias ela se tornou norteadora de sua produção?
Venho de uma família grande e tenho quatro irmãos. Tivemos a grata oportunidade de ter pais que sempre nos incentivaram à leitura desde criança. Como sou a segunda filha adotei a missão de ler histórias para os mais novos. Mais tarde, já na qualidade de mãe fiquei encantadíssima com a riqueza do universo infantil. Na verdade, o redescobri. Comecei a cantar cantigas de roda para minha filha e a contar diversas histórias tradicionais. Um dia, em uma de nossas férias, fomos passear e vivenciamos várias experiências diferentes. Percebi que essas experiências poderiam ser passadas adiante em forma de histórias para serem contadas mais e mais vezes. Então, escrevi três livros para a minha Aninha e por fim, decidi publicar com o apoio da família e amigos. São eles Pé de Lata, Vai e Vem, e Carrinho de Caixa.


O nascimento de uma carreira

5.Seu poema intitulado “Brilhinhos” é contemplativo da beleza da vida em seu esplendor. Como ele nasceu? Tem uma inspiração mais particular?
Brilhinhos é um encanto. O poema nasceu em uma noite estrelada. Eu e minha filha olhávamos a imensidão do céu e nesse momento pude contar a ela algumas coisas sobre a vida. Lembro-me de ter dito que, assim como as estrelas vistas da terra cada um de nós tem seu brilho e esse brilho é o reflexo de tudo aquilo que fazemos. Então, o nosso brilho depende do nosso sol interior. E tudo isso é um presente. E no coro de: “publica, publica”; publiquei o poema no formato de mini livro e foi um sucesso.

Com criança em evento literário

6.Do que trata seu livro “Carrinho de Caixa”? Pode adiantar algo para os leitores da FIANDEIRA?
Carrinho de Caixa é um livro muito engraçado. Alguém por um acaso já ouviu uma história que lhe pareceu uma baita lorota? Bem, nesse livro tem uma chuva diferente e é tudo verdade, posso garantir. Tem uma turma de crianças bacana que se diverte com tudo. Tem história de vô e vó para ninguém botar defeito. Além, disso o leitor ri e aprende um monte de coisas legais. Até fazer brinquedo.



7.Com o surgimento do e-book , gostaria que comentasse algo sobre o tão propalado fim da era do livro de papel.
Acho que o e-book veio para complementar as possibilidades de leitura. Vejo como mais uma oferta ao leitor. É mais um formato para degustação literária. Afinal, quem gosta mesmo de ler é traça de livro impresso ou devorador de e-readers. Particularmente, leio nos dois formatos. Mas, não abro mão de um bom papiro. Sabe aquela coisa de cheiro de livro? É isso. Não creio mesmo que o e-book tenha essa missão de acabar com o livro de papel.



8)Além de políticas equivocadas, que outros fatores causam dificuldades para os autores de Literatura no Brasil?
Acredito que uma das grandes dificuldades está na definição de como se comporta o mercado editorial. Vejo muitos textos maravilhosos de amigos escritores (os meus também, claro, mas esses são os amigos que elogiam rs) que não viram livro, não são publicados. Quem perde com isso? Sem dúvida, o público em geral, que não tem a oportunidade de ler autores belíssimos com suas histórias fantásticas. Autores brasileiros cheios de paixão pelo que fazem. Afinal, tem que se perceber o mercado... que acaba por ser um grande e misterioso romance; drama talvez.

9.Tem um livro que possa ter sido marcante em sua infância?
Posso citar dois? Amei ler “Poliana” de Eleanor Porter. Esse diz muito do meu jeito de ver as coisas. E o outro que foi bem interessante foi “O cadáver ouve rádio” de Marcos Rey.
Obra na infância de Naná Martins 

10. Definitivamente, Literatura Infantil é só para crianças?
De jeito nenhum. Literatura infantil é excelente para adultos também. É própria para toda e qualquer idade. Há várias formas de extrair pontos interessantes de textos infantis. Há várias leituras de um mesmo texto. Atualmente, as empresas contratam contadores de histórias para trabalhar várias vertentes em gestão de recursos humanos e o repertório em grande escala é de contos infantis.


11.Como define a necessidade de se ter o contador de histórias e o poeta em nossas contemporâneas cidades regidas pela época da tecnologia?
Essas são figuras eternas e imprescindíveis. É como num ritual. Não há como não se ter o replicador de palavras. O contador de histórias ou o poeta são seres místicos com o dom do encantamento. Eles são responsáveis por tocar a alma. Para tocar naquele cantinho escondido de cada um. Para embalar, encantar, chocar e estremecer lá dentro. Não há tecnologia no mundo que possa substituir o homem em essência.


12.Deixe aqui a sua mensagem final. Qual a sua PALAVRA FIANDEIRA?
Fio palavras sentada em beira de porta com cadeira de balanço e, nas mãos, agulha com linha dourada para que essas, as palavras, sejam sempre bem vindas.
Fio palavras que viajam e chegam de muito longe. Do meio do mundo das histórias. Palavras que emocionam e que fazem transbordar. Fio sentimento. Aquela coisa que a gente sente no meio do peito e que fora do livro apenas pensa; mas, não fala. No silêncio, escreve.
Fio pensamentos, segredos, aventuras, tudo que leitores, grandes e pequenos, se abastecem.
Meu carinho especial a todos vocês, leitores da Palavra Fiandeira, e ao querido Marciano Vasques, fiandeiro de primeira.
Minha PALAVRA FIANDEIRA? Histórias.


Fio palavras sentada em beira de porta com cadeira de balanço
 e, nas mãos, agulha com linha dourada para que essas, as palavras, 
sejam sempre bem vindas.


PALAVRA FIANDEIRA

Publicação digital de Artes, Educação e Literatura

ANO 4 —136

NANÁ MARTINS

PALAVRA FIANDEIRA:
Fundada pelo escritor Marciano Vasques






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sábado, 28 de setembro de 2013

PALAVRA FIANDEIRA 135


Quando eu era criança minha professora da segunda série exigiu que eu lesse o livro “A Revolução dos bichos” de George Orwell: dizia ela que era pra eu aprender a ficar parado num lugar por algum tempo.




PALAVRA FIANDEIRA

ARTES, EDUCAÇÃO E LITERATURA

Publicação Digital de Artes, Educação e Literatura
Edições aos sábados
Edição de 28 de Setembro de 2013
Ano 4 — Edição 135

HUGO VIDAL



1.Quem é Hugo Vidal?
Jornalista ,ator, diretor e professor de teatro iniciando seus trabalhos na Paraíba no ano de 1988 no departamento de artes da universidade federal da Paraíba.



2.Conte um pouco do grupo Troupe Trotte. Quando ele foi fundado e qual seu primeiro trabalho?
A troupe foi fundada em 1994 com a dissidência de dois grupos de teatro da cidade de Campina Grande, nasceu do encontro desses atores num curso de circo ministrado pelo professor Monteiro da Unicamp, na cidade de campina grande, nosso primeiro trabalho fora o “Ali tem um circo” em 1995, resultado de uma pesquisa nos circos “tomara que não chova” nos estados de Pernambuco Paraíba e rio grande no norte.



3.Além de ser diretor teatral e também ator, teve algum outro envolvimento com a arte?
Escrevo muito para teatro, dou aulas de técnicas circenses e nas horas vagas trabalho com performances circenses em casas noturnas, com pirofagia, palhaço e perna de pau.



4.Em sua opinião, quais as principais dificuldades enfrentadas pelos artistas atualmente?
A falta de políticas publicas que sejam menos complicadas do que os famigerados editais federais que só privilegiam grupos já conhecidos, bem como o auto respeito e a falta de qualificação , hoje em dia todo mundo quer ser artista mas ninguém quer estudar, todo mundo quer trabalhar no entanto cobram valores que acabam denegrindo quem sabe se valorizar, o artista em si acaba traçando um caminho tortuoso para si mesmo.


5.Seu trabalho mistura a arte circense com o espetáculo de rua. Acredita que o circo sobreviverá na era tecnológica que está surgindo?
Não só o circo , mas muito do que era belo de tempos passados como as brincadeiras de rua , pião , pipa, carrinho de rolimã, o cinema, tudo o que era diversão de qualidade e educativa, está com a sua vida ameaça devido a geração internet e shopping centers. Nós, artistas, temos que fazer nossa parte que é levar essa magia para todos para que plantemos uma semente que não deixe tudo isso cair no esquecimento.



6.O grupo viaja para várias cidades com seus espetáculos. Como é essa sensação de estar em  diferentes lugares apresentando histórias para as crianças?
É inefável!, sentir culturas diferentes, olhares diferentes, risos diferentes de regiões diferentes desse nosso brasilzão. É algo de encantador, digamos que seja a consagração e o brinde de ser artista.


7.Aprecia a Literatura Infantil? Tem algum livro que possa ter lido em sua infância,  que de alguma forma o tenha marcado?
Quando eu era criança minha professora da segunda série exigiu que eu lesse o livro “A Revolução dos bichos” de George Orwell: dizia ela que era pra eu aprender a ficar parado num lugar por algum tempo. Foi traumático. Eu nunca consegui ficar quieto. Era uma criança ULTRA ATIVA e estudar pra mim era um martírio, adorava tudo que fosse folia e movimento. Ser artista caiu como uma luva, procuro tornar minhas obras e minha leitura em algo como o circo , ou seja para todas as idades.



8.Qual o motivo que originou essa predileção pelo trabalho com o público infantil?
Criança é o melhor público que existe por dois motivos, o primeiro porque criança é sincera ou ela gosta ou simplesmente levanta e sai , o outro é que sempre depois de uma apresentação  vem um abração gostoso seguindo de palavras de admiração.


9.Atualmente está dirigindo “A Cidade das Cantigas”. Como tem sido essa experiência?
Lindo! Ver que ainda muitas crianças conhecem as musicas do espetáculo e cantam junto em coro é fantástico, é a sensação que estamos fazendo nossa parte mantendo e resgatando as tradições.



10.Também realiza oficinas de teatro. Como tem sido esse contato com o público? Sente um interesse nas pessoas pela arte no palco? De que forma acredita que o teatro possa contribuir com a consciência e a vida de todos?
Teatro para mim é arte educação , é buscar um ser humano que passe a olhar o mundo com a ótica do amor, é  fazer com que o ser humano não queira tão pouco e busque algo que engrandeça a alma. Dar aula pra mim é contribuir para um ser mais “HUMANO”.


11.Em seu trabalho há uma preocupação ecológica de cuidado com a natureza. Que outras preocupações o motivam em sua atuação de teatro musical?
O resgate da cidadania, a arte como forma de mudança e o resgate às tradições.



12.Deixe aqui a sua mensagem final. Qual a sua PALAVRA FIANDEIRA?
Vamos juntos sempre arduamente difundir o teatro de qualidade, a arte educação, vamos cuidar de nossos pequeninos e ajudar também os adultos e reencontrar o caminho dos seus corações e voltarem a ser crianças para juntos termos dias melhores.


PALAVRA FIANDEIRA

Edição 135 
HUGO VIDAL

PALAVRA FIANDEIRA
Fundada pelo escritor
Marciano Vasques

Hugo Vidal









Todas as fotos ©

Fotos de A CIDADE DAS CANTIGAS na Praça Victor Civita: 
E: Assessoria Literária e Educacional

sábado, 21 de setembro de 2013

PALAVRA FIANDEIRA 134



A arte te permite isto. 
Experimentar, fugir do senso comum.

PALAVRA FIANDEIRA

PUBLICAÇÃO DIGITAL DE LITERATURA

ARTES, EDUCAÇÃO E LITERATURA

Edições aos sábados
ANO 4 — Edição 134
21 de Setembro de 2013
Edição: 
ALESSANDRO BARROS

1.Quem é Alessandro Barros?
Desenhista e designer gráfico apaixonado por quadrinhos. Desde criança.





2.Vive em Bragança Paulista e trabalha num jornal que edita um suplemento infantil, chamado BJOTINHA, que tem a sua participação. Pode contar aos leitores da FIANDEIRA o que você faz no BJOTINHA, e como é essa experiência em sua vida?
Participo do Bjotinha praticamente desde o início, que foi eu o Paulo e o Lúcio. Minha função é desde o começo o design da página e ilustrações. Gosto de criar brincadeiras também.




3.O que é ArteMONSTRO?
ArteMONSTRO e o nome do meu projeto experimental. Onde tudo que eu desenvolva seja ilustração, pintura, mural ou quadrinhos se fundem e eu desenvolva algo “novo” com isto, sem medo de errar, até mesmo por ser algo pessoal e despretensioso — mas levado a sério.


4.Sua Arte é experimental. O que é exatamente uma Arte Experimental?
Tudo que eu crio não deixo de procurar estar evoluindo. Experimentando novas técnicas. Me inspirando não só com ilustrações. Mas, também com decoração, moda, música, arte urbana, principalmente. Misturo tudo isso na minha cabeça e procuro não ter medo de fazer algo que eu não tenha feito. A arte te permite isto. Experimentar, fugir do senso comum.



5. Aconteceu em Bragança Paulista uma exposição de Quadrinhos intitulada “E Agora Conceição?”. Pode, por favor, nos contar sobre essa exposição e o porquê do título?
Fui convidado recentemente para esta exposição, fazia um bom tempo que eu não expunha algo em Bragança, fora dos meios impressos. A turma de artistas são conhecidos de longa data, já fizemos muita coisa juntos, incluindo fanzines. Por istoo nome da exposição. “E Agora Conceição”, nome dado em homenagem ao nosso amigo Roger Bastos, desenhista, falecido recentemente e que foi um dos grandes incentivadores dos nossos movimentos participando deles. Conceição era o apelido carinhoso dado por nós.


6.Aprecia a Literatura Infantil? Como vê a influência dessa Literatura na formação das crianças? Tem algum livro que possa ter lido na infância que de alguma forma contribuiu com o seu crescimento?
Infelizmente não li o que eu deveria ter lido, mas tenho boas lembranças de Ziraldo e coleção Vagalume na minha infância. Mas sempre bebi muito na fonte dos quadrinhos. Caras como Maurício de Souza, Ziraldo, Daniel Azulai, depois, Angeli, Laerte e o incrível Glauco sempre fizeram parte da minha vida, sem esquecer de Lourenço Mutarelli e Marcatti. Fora os autores gringos, que admiro muito.



7.Participou de uma amostra em Belo Horizonte, chamada  HotSpot. Como foi a sua participação e qual o objetivo desse evento?
O Movimento HotSpot foi uma seleção de vários artistas de todo o Brasil e em várias categorias, eu tive a sorte de ser um dos selecionados na categoria ilustração.



Em Belo Horizonte

8.Sua arte esteve presente em Salvador. O que nos poderia contar sobre isso?

Em Brasília

Esta também faz parte do Movimento HotSpot que passou por 9 capitais brasileiras incentivando a criatividade. 

Em Salvador


9.Já ilustrou um livro infantil? Pensa sobre isso?
Não tive a oportunidade de ilustrar um ainda. Sou apaixonado por isto e é minha meta trabalhar em tempo integral como ilustrador de livros infantis. O mais difícil é o acesso as editoras e apresentar uma proposta de trabalho.

Projeto infantil
10.Uma das questões teimosas de PALAVRA FIANDEIRA é: O que pensa sobre o já tão debatido “Fim da era do livro de papel”? Podemos acreditar que ela virá ou vida longa o livro de papel ainda terá?
Acredito que o impresso não morrerá, não vejo isto nem à longo prazo. Mas, o digital é uma grande ferramenta para ajudar a promover e também um produto de venda forte, que também ganha espaço, rapidamente. Mesmo assim sempre existirá o leitor do impresso. A leitura impressa tem uma afinidade muito grande com nossos sentidos.

11.Entre tantas dificuldades que os artistas, de um modo geral (artista plástico, ator, roteirista de HQ...) encontram no Brasil num mercado às vezes até insensato, qual você assinalaria como a mais grave?
Vejo a dificuldade de se publicar, ganhar mais espaço, isto é grave. Mas, também vejo muita gente corajosa investindo em si mesmo, levando mais tempo a alcançar outros níveis, mas nunca deixar de exercer o que te motiva. O problema é que este é um processo caro. Aí, sim eu vejo a publicação digital como uma forte arma para quem quer se auto-editar e conseguir alcançar um público maior.

12.Deixe aqui a sua mensagem final. QUAL A SUA PALAVRA FIANDEIRA?
Não deixar de exercer sua função, mesmo que o sucesso venha em longo prazo.


 Todas as imagens ©

PALAVRA FIANDEIRA
Publicação virtual semanal
Divulgação artística, cultural e literária

Edição ALESSANDRO BARROS

ANO 4
 Fundada pelo escritor Marciano Vasques



sábado, 14 de setembro de 2013

PALAVRA FIANDEIRA 133






abordo temas bem diversificados em tudo quanto escrevo, sempre procurando utilizar uma “aura positiva” que é a marca de minha vida diária.







PALAVRA FIANDEIRA


PUBLICAÇÃO DIGITAL DE DIVULGAÇÃO LITERÁRIA E CULTURAL
ARTE, EDUCAÇÃO E LITERATURA
EDIÇÕES AOS SÁBADOS
ANO 4 —EDIÇÃO 133

AURI ANTONIO SUDATI


1.Quem é Auri Antonio Sudati?
—Sou um professor, poeta, escritor, ativista cultural e conferencista.



2.Publicou um livro chamado "A Nova Fábrica de Historinhas". Pode nos contar algo sobre essa obra?

—Foi meu primeiro livro infanto&juvenil, editado em 1980. Sete historinhas fazem parte deste livro. Entre elas, "O Tesouro do Arco-Íris"; "A Sensibilidade do Orlando e o destino do Navimar"; e "O Maior Herói do Mundo". Seguiram-se, após, muitos outros livros. Já editei, até agora, 21 livros infanto-juvenis, intercalando poemas e historinhas.







3.Recebeu vários prêmios literários em sua trajetória. Qual a importância, além da satisfação pessoal, que pode um prêmio representar na carreira de um escritor?

     —Os prêmios literários que conquistei ao longo de minha vida de escritor foram um grande estímulo para que eu continuasse a editar livros, não só para crianças, porque tenho, também, participação em cerca de 100 Antologias, com poemas, contos e crônicas, para jovens e adultos.

4.Foi o Patrono da Feira Municipal do Livro de São Francisco de Assis. Pode, gentilmente, nos falar desse evento em sua vida?
     Isso foi no ano de 1998, foi a primeira Feira do Livro em que fui Patrono, fiquei muito emocionado! Depois, seguiram-se muitas outras, já fui Patrono de umas 8 Feiras do Livro e isso me deixa muito contente. São Francisco de Assis-RS é um município onde residi por cerca de 20 anos, cursando o primário, o ginásio e o segundo grau nesse município, depois fui fazer Curso Superior em Uruguaiana-RS, onde cursei Letras e fiz Pós-Graduação em Teoria da Literatura. Depois, morei em Santiago-RS e, atualmente, resido em Santa Maria-RS.



5. Fale desse curioso espectro de influências em sua carreira, que começa com Manuel Bandeira e chega aos Beatles.
   —As grandes influências em minha vida foram Manuel Bandeira, Lúcio Cardoso, Alphonsus de Guimaraens Filho, Monteiro Lobato, William Wordsworth e o conjunto musical inglês The Beatles. Aliás, a maior influência de todas foi o conjunto The Beatles. Os Reis de Liverpool  tiveram importância tão grande em minha vida que determinaram até minha profissão: fiquei  Professor de Inglês, exerci essa profissão, devido à influência dos Beatles.

6. É integrante de uma Casa de Poetas em Santa Maria. Quais as atividades desenvolvidas numa Casa de Poetas?
       Sou o atual presidente da Casa do Peta de Santa Maria-RS, gestão 2012-2014. As atividades de uma Casa do Poeta são muitas: Cafés Literários, já organizamos 548 Cafés Literários nesses 11 anos de existência de nossa Casa do Poeta, além de Projetos de estímulo de leitura em escolas, saraus literários, Feiras do Livro, Jornadas Literárias, Projetos de estímulo ao Folclore, e um número elevado de outras atividades culturais que participamos quase que diariamente.



7.Quantos livros publicou e quais as suas abordagens ou a sua predominante temática?
    Editei até agora, 21 livros infanto-juvenis, os mais recentes foram “Coração Criança” e “A Fada Distraída” (este, em parceria com uma professora e com alunos do 5º ano de uma escola de Itaara-RS) em 2012 e, no corrente ano de 2013, “Os Navios Invisíveis” e “A Bruxa Malvina que de Má não tinha nada”,(este, também, em parceria com duas professoras e alunos do 5º ano de uma outra escola municipal de Itaara-RS, e que  será editado nos próximos dias. Além disso, tenho participação em cerca de 100 Antologias, com poemas, contos e crônicas para jovens e adultos. A temática que utilizo é bastante diversificada, tanto na linha infanto-juvenil como na linha para adultos: a vida, os sonhos, as vivências, a natureza, os anseios, as alegrias, o cotidiano, o amor, o otimismo, a preservação da natureza, os valores, a amizade, a superação de obstáculos, brincadeiras da infância, enfim, abordo temas bem diversificados em tudo quanto escrevo, sempre procurando utilizar uma “aura positiva” que é a marca de minha vida diária.



8.Tem preferência por algum gênero literário?
   — O gênero lírico, essencialmente poético, no qual retrato toda a subjetividade, um “eu-lírico” que extravaso, que vai além de mim mesmo.

9. Estive no Sul, em Bento Gonçalves e fui testemunha de um forte sentimento de união entre os poetas e trovadores gaúchos. Isso confere?
   Depende da região. As demais regiões do Estado, eu não conheço a realidade, mas nós aqui em Santa Maria, podemos dizer que somos UNIDOS, porque temos parcerias com diversas entidades nos eventos literários e culturais que participamos, na cidade e na região, o que colabora para o sucesso de nossa Casa do Poeta de Santa Maria e dos eventos que participamos.

10. Aprecia a Literatura Infantil? Pode nos narrar algum livro que tenha lido na infância e considera ter sido importante em sua vida?
     Sou apaixonado pela literatura infantil,- e também infanto-juvenil, - tanto que já editei 21 livros nessa linha, e a grande influência, nessa área, foi Monteiro Lobato, que influenciou praticamente toda a geração de escritores infanto-juvenis de minha época. A literatura infanto-juvenil é importante em minha vida, porque gosto muito de crianças e, através dos poemas e historinhas, procuro torná-las mais felizes.



11.”Poemas da Caixinha Azul” parece ser um livro encantador. O que nos poderia contar sobre ele?
   —“Poemas da Caixinha Azul”, um dos livros de poemas infanto-juvenis que editei, é um de meus favoritos, adoro esse livro, foi editado em 1997, quando eu ainda residia em Santiago-RS. Residi (e lecionei) por quase 30 anos no município de Santiago, foi lá que lancei meus sete primeiros livros infanto-juvenis. Há, nesse livro, “Poemas da Caixinha Azul”, poemas que até hoje me emocionam muito, como “Oração do Pássaro de Asas Quebradas” ,”Na Janela daquele Castelo”, “Lua-Menina”, “Boa Noite, Marcelinho!”,”Amor, a Palavra Mágica”, “Poema do Fundo do Mar””, enfim, considero-os poemas da melhor qualidade que produzi até hoje.



12.Deixe aqui a sua mensagem final. Qual é a sua PALAVRA FIANDEIRA?
       —“Quem lê, transforma sua vida num diálogo permanente consigo mesmo, com as pessoas, com a natureza e com Deus.”

PALAVRA FIANDEIRA

ANO 4 — 133 
AURI ANTONIO SUDATI


PALAVRA FIANDEIRA:
Fundada pelo escritor
Marciano Vasques
Marciano Vasques é autor de O VOO DE PÉGASO e outras obras


AURI ANTONIO SUDATI 

EDIÇÃO DE 13 DE SETEMBRO DE 2013

Em Outubro PALAVRA FIANDEIRA COMEMORA CINCO ANOS