A palavra despida!
PALAVRA FIANDEIRA
ARTE, EDUCAÇÃO E LITERATURA
DIVULGAÇÃO CULTURAL
ANO 4 —EDIÇÃO 127
03 DE AGOSTO DE 2013
EDIÇÃO:
COSTA SENNA
ARTE PARA MUDAR
1.Quem é Costa Senna?
—Sou Francisco Helio da Costa, filho de Joaquim Raimundo da Costa e
Raimunda Sena da Costa. Comecei minha vida artística em 1980 na cidade
de Fortaleza e fui “batizado”, posteriormente com pseudônimo de Costa
Senna pelos poetas integrantes do grupo Comboio Vida e Arte.
Com amigos: a artista Adriana Ortiz e o escritor Marco Haurélio
2.Canta e encanta nos colégios repletos de crianças. Pode expressar
para a FIANDEIRA as sensações e o significado desses encontros em sua vida?
— Quando me apresento para crianças sempre imagino que daquela tão
infantil
plateia eu consiga aprender algo grande, penso também que as minhas:
poesia,
música, história e até mesmo a forma de atuar possa estar convidando
uma, ou duas, ou mais crianças para a trilha do caminho que sigo. Isso
aconteceu comigo. O significado é grande, gratificante e repleto de ternura.
O poeta semeando canto e alegria e aprendendo o melhor da vida
2.Poderia, gentilmente, nos falar de sua primeira produção de Cordel?
Qual seu primeiro livro? E que inspiração ou motivos tornaram realidade essa
primeira obra?
—“Uma Viagem na História” foi o meu primeiro cordel, sempre gostei
de história,
esse fato me levou a viajar nesse mundo que parece infinito.
Obras de Literatura de Cordel na Casa Nova Alexandria
3.Ao dar uma espiada em PALAVRA FIANDEIRA poderá constatar já algumas
edições com escritores de Literatura de Cordel. O que nos poderia dizer sobre a
movimentação atual do Cordel a partir da perspectiva de seu olhar?
—Em 1981 quando comecei a me apresentar nas escolas de Fortaleza
levando para dentro das salas de aula a literatura de cordel, percebi
que a nossa literatura de cordel era muito bem aceita por crianças, jovens e
adultos e que outros poetas viriam apresentar seus trabalhos para a educação
facilitando o crescimento dessa arte, fazendo com ela avançasse e conquistasse
o respeito dos editores.
4.Já teve um ou mais de um livro de Literatura Infantil. O que diria
aos leitores da FIANDEIRA sobre essa modalidade literária? Qual a sua real
importância na formação estética da criança?
—Essa é a modalidade que exige um cuidadoso carinho por ser ela quem
começa a trabalhar a formação cultural do ser humano, é quem nos a
ajuda a degustar os verdadeiros sabores e prazeres da boa leitura.
Livro de Literatura Infantil do autor fiandeiro
5.Tem um grande parceiro musical... Já escreveram letras em conjunto?
Refiro - me ao Cacá Lopes, já um fiandeiro (Edição 117).
—Tenho vários parceiros dentre eles: Jorge Melo, Tiago Stocco, Marco Haurélio, Sylvio Passos, Darlan
Moreira, Luiz Wilson, Germano Junior. É
Cacá Lopes o
principal parceiro musical.
Cacá Lopes, parceiro de Costa Senna
6.A primeira vez que ouvi falar de você foi pela Nireuda Longobardi.
Vocês realizaram oficinas juntos? Em suas oficinas, seus encontros, as crianças
ou os jovens aprendem sobre a Literatura de Cordel?
— A Nireuda ilustrou vários livros meus de literatura de cordel e não
me lembro
bem se trabalhei com ela em alguma oficina, a não ser circunstancialmente.
Quanto às crianças e jovens eu acredito que aprendem um pouco sim. Eu sou um
homem-show e não gosto muito de fazer oficina. Afirmo que seria muito bom se quem
fosse especializado em oficinas não fizesse shows e vice-versa, pois acredito
que alguns estão subestimando a inteligência das pessoas.
Cantando...
No SESC Santana
7.A Rede Social tem uma inegável importância contemporânea, inclusive
por ter revolucionado a forma de comunicação entre os humanos, a tal ponto que
hoje é impensável o mundo sem ela. O que poderia nos expor sobre a sua visão da
Rede?
—Minha experiência é limitada, mas no pouco que consigo trabalhar
utilizando essa fantástica ferramenta, vejo que tenho alcançado novos
horizontes e obtido várias conquistas e admiradores.
SARAU BODEGA DO BRASIL — Trilha de luminosos encontros do poeta
BANDA SER URBANO
Lançando livro no Sarau Ser Urbano
A arte de Costa Senna
O canto, as letras, a arte de colorir. Belos encontros
8.”Dia do Poeta Cordelista”. Conhece a origem da escolha desta data?
Terá sido pela primeira publicação de um cordel no Brasil, ou outro motivo?
—No presente momento não sei, mas vou procurar um tempinho e buscar
saber.
Com o poeta Escobar Franelas
9.Muita gente já sofreu no Brasil com a arrogância intelectual. Um caso
emblemático é o de alguns cantores românticos que, uns calados, como o cantor e
compositor Roberto Carlos, que tocou em frente
a sua carreira desde que se apresentava gratuitamente em circos,
etc... Para você, existe mesmo essa
arrogância intelectual de alguns no país
ou é só lenda?
—Não é lenda, é real, mas a pessoa preciosa é aquela que consegue
conviver
serenamente “numa boa” com todos os tipos de pessoas e identidades
culturais.
O canto de Costa Senna
10.Estará chegando em Fortaleza brevemente. Pode nos falar sobre isso?
É só um passeio ou haverá eventos, encontros artísticos, etc?
—Estou indo à Fortaleza para três atividades: participar de uma
homenagem ao saudoso cantor e compositor Raul Seixas. O lançamento do meu livro
“Cordéis Que Educam e Transformam” da Global Editora e por último fazer um show
musical acompanhado pelos músicos Dayvid
Lima e Marcos Melo.
Um dos artistas que brevemente estará com Costa Senna
11.Uma de suas obras é “ Paulo Freire na Literatura de Cordel!”. O que
o nome desse educador representa para você, na alma?
— Paulo Freire é sem sombra de dúvida a afinação da educação
brasileira.
Como ilustração, assistam ao vídeo que a renomada cineasta Tânia
Quaresma dirigiu, tendo como base esse cordel. É só digitar esse link no seu
navegador de internet:
12.Deixe aqui a sua mensagem final. Qual a sua PALAVRA FIANDEIRA?
— Desejo que a PALAVRA
FIANDEIRA consiga fiar milhões de mentes que trabalham pelo melhoramento da
nossa educação, da nossa prosperidade
PALAVRA FIANDEIRA
Fundada pelo escritor
Marciano Vasques
Edição 127 — COSTA SENNA
Costa Senna é exemplo em tudo, em talento, cidadania, luta, perseverança, paz interior, discernimento e amizade. Saúdo os dois, entrevistador e entrevistado!
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